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Blog do CIATE - Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior - voltado para quem quer aprender mais sobre cultura, costumes e curiosidades do Japão.

Origem do Hiragana e Katakana

Vem conhecer a origem das formas de escrita do Japão.

Sakura - flor de cerejeira

A flor mais conhecida e querida do Japão.

Chá verde

Conheça a história do Chá Verde, bebida muito apreciada pelos japoneses e também ao redor do mundo.

Costumes e curiosidades do Japão

Aqui você aprende tudo o que precisa sobre esse país para viajar conhecendo os costumes.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Sakura (cerejeira)

 



Olá, pessoal! Como vocês estão? Espero que todos bem (* ^ ω ^)

Que tal ler sobre um tema interessante para distrair nesses dias de quarentena? Boa ideia, não é mesmo?

Hoje vou falar sobre as famosas Sakura (   - kanji, さくら - hiragana), as Cerejeiras do Japão, então me acompanhe para aprender mais sobre a beleza e as tradições relacionadas à essas árvores.

O Japão, como muitos sabem, é um país cheio de tradições milenares que valoriza muito seus tesouros naturais e, sem dúvidas, o mais importante é a Cerejeira ou Sakura. As flores que brotam dessas árvores são muito apreciadas pelos japoneses pois, segundo eles, elas simbolizam a simplicidade, a pureza e a beleza. Também possuem o significado de brevidade e fragilidade, comparando esses aspectos à vida humana, já que a floração das cerejeiras dura em torno de duas semanas apenas, nos levando a refletir sobre nossas vidas e como aproveitar melhor nosso tempo.

Os samurais eram grandes apreciadores dessas árvores. Para eles, a força da árvore juntamente com a fragilidade das flores era a melhor representação da vida, e principalmente do estilo de vida Samurai com seu lema “viver o presente sem medo”. As flores vivem o seu presente e após um curto período já são levadas pelo vento e caem, assim como uma vida pode ser interrompida.

Um outro significado para as flores é a beleza feminina, já que as pétalas da Sakura são frágeis e belas, com cores delicadas e representando esperança, amor, renovação, além de serem muito marcantes.

No Japão as flores das cerejeiras surgem entre o final de março e começo de abril, época do início da primavera no país. Elas possuem uma importância tão grande para o povo japonês que seu ano fiscal tem início juntamente com a floração das árvores. Nessa época, as cidades ficam tomadas pelas pétalas de flores, uma visão espetacular que encanta a qualquer um, mesmo que por foto. No último final de semana de floração das cerejeiras, os japoneses vão para os parques e praticam o Hanami (花見), que é a observação das flores. No Hanami eles reúnem a família, amigos, preparam comidas para u  piquenique e passam um dia apreciando a beleza das flores de Sakura.

Aqui vão algumas curiosidades sobre as cerejeiras:

·         Todo ano na época de sua floração, a Starbucks faz uma série de bebidas, comidas e vendem xicaras e copos com tema de Sakura;

·         Existe uma lenda sobre uma princesa chamada Konohana Sakuya Hime. Ela teria caído do céu perto do Monte Fuji e se transformado em uma cerejeira;

·         Há um doce típico na época as floração chamado Sakura Mochi. Ele é feito com o Mochi (bolinho de arroz tradicional) enrolado em uma folha de cerejeira em conserva. Nesta época também é comum encontrar Wagashi (doces tradicionais feitos de açúcar) em formato de flores de cerejeira;

·         A madeira das árvores foi utilizada na fabricação de móveis e dos blocos de ukiyo-e, um estilo de xilogravura tradicional do Japão;

·         Nas cerimônias de casamento é possível encontrar um chá feito das flores da cerejeira em conserva, o Sakura-yu, e a tradição diz que ele traz felicidade ao casal;

·        Existem 11 cerejeiras que são consideradas as mais importantes do Japão, e entre elas estão a mais antiga, Yamataka Jindaizakura (山高神代桜), com cerca de 2000 anos de idade, e a Cerejeira solitária de Koiwai Farm (小岩井農場の一本桜) que, diferente das demais que crescem junto com muitas outras cerejeiras ao seu redor, é uma única árvore em um espaço aberto na fazenda Koiwai.

 

E então, gostaram desse tema? Então curtam o texto, comentem mais fatos e curiosidades que conhecem sobre as cerejeiras e aguarde que em breve traremos um novo tema! Até a próxima


Referências:
https://www.portalmie.com/atualidade/turismo/conhecendo-japao/2017/02/temporada-de-sakura-conheca-os-diferentes-tipos-de-cerejeiras/

https://www.japaoculturaeturismo.com/2011/04/cerejeiras-sakura-cherry-blossom.html

https://www.japaoemfoco.com/11-arvores-de-sakura-famosas-no-japao/

https://mundo-nipo.com/variedades/24/06/2018/conheca-a-cerejeira-de-2-mil-anos-a-mais-antiga-do-japao-e-do-mundo/



Foto: https://ak.picdn.net/shutterstock/videos/6103718/thumb/1.jpg

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Kuuki wo yomu


 

Olá! Tudo bem com você? (* ^ ω ^)

Hoje vou te apresentar uma expressão muito importante na cultura japonesa. Vem ler o post pra saber qual é!

“Kuuki wo yomu” (空気を読む, ou “ler o ar” na tradução literal para o português, é uma expressão que carrega um significado que traduz a forma de pensar coletivamente da sociedade japonesa e é um ponto crucial para o entendimento da cultura. A expressão vem da frase: “ba no kuuki wo yomu” (場の空気を読 - entender a situação sem precisar de palavras). Seria equivalente à expressão “ler as entrelinhas”, ou seja, é como saber a forma certa de comportamento ao conversar com alguém ou em locais públicos sem que haja uma informação explícita para isso.  

Diferentemente de culturas ocidentais, é necessário saber o tempo certo, o momento adequado para agir, seja quando for dizer ou fazer algo, se adaptar a uma situação mesmo que esta apareça de forma sutil. No Japão o correto é “ler o ar” para saber o que deve fazer e não cometer erros.

Japoneses não dizem “não” diretamente. Se você convida alguém para sair e essa pessoa diz algo como “vou dar uma olhada na minha agenda”, ela quis dizer não. “Ler o ar” também tem a ver com notar as expressões faciais e corporais das pessoas para saber se estão gostando ou não do que está sendo dito na conversa, se isso interessa ou não.

Um exemplo: em uma loja, o vendedor ao “ler o ar” vai saber se o cliente vai fazer alguma compra ou não.


Os japoneses costumam prestar atenção em tudo e em todos os momentos, mesmo que seja entre amigos próximos ou em família. “Ler o ar” é algo muito presente em seu cotidiano e que deve ser observado ao viajar para o Japão.

No entanto, há pessoas que não são muito boas para perceber detalhes sutis e observar a situação.

Existe expressão para definir aqueles que não sabem fazer esse tipo de leitura: “kuuki yomenai” (空気読よめな). Por exemplo, em sala de aula, quando algum aluno ergue a mão e fala sobre um assunto um tanto desconexo do contexto que está sendo estudado. Ele não “leu a atmosfera” e falou algo fora de hora e que pode até atrapalhar a classe. E como no exemplo dito na postagem anterior, ao chamar alguém pra sair e essa pessoa falar algo como “vou ver na minha agenda”, quem não conseguir “ler o ar” nessa situação vai querer saber o dia para sair e não vai entender que foi uma forma de dizer não ao pedido. Existe até um termo usado para esse tipo de pessoa que não faz essa leitura: KY (abreviação para kuuki yomenai) e, no caso de ser muito ruim, é SKY (super kuuki yomenai/スーパ空気読よめな). Esses termos se tornaram populares há alguns anos no Japão e são usados na internet.  Ninguém gosta de passar por constrangimento social, por isso é sempre bom prestar atenção em todas as situações para evitar problemas e causar uma boa impressão.

Agora que já sabe o que significa a expressão “kuuki wo yomu” e que é importante prestar atenção nos sinais, mesmo que sejam sutis, você vai conseguir se adaptar melhor em situações do seu dia a dia enquanto estiver no Japão.


 

Referências:

 https://infodueas.wixsite.com/home/single-post/2018/01/02/Gesture-of-respect-or-Excuse-to-Hide---Kuuki-wo-yomu-culture-in-Japan 

 

https://bujinkansantamonica.blogspot.com/2012/03/kuuki-wo-yomu-situational-awareness-for.html

 

https://cotoacademy.com/kuuki-yomenai/

 

https://www.japan-talk.com/jt/new/kuuki-yomenai

 

Imagem: https://blogdotjapancentredotcom.files.wordpress.com/2019/04/adobestock_197906482.jpg?w=1024


Tipos de Kimono

 Olá, pessoal! No post de hoje nós vamos apresentar para vocês quais são os tipos de kimonos que existem no Japão de forma ilustrada com fotos de cada um. Vem ler o post para conhecer os kimonos!


Primeiro vamos falar sobre as partes do kimono. Nesta imagem temos os nomes de cada parte que compõe a vestimenta:



Agora vamos para os tipos de kimono. Nesta foto podemos ver alguns dos diferentes tipos de Kimonos que existem no Japão:




Na próxima foto temos um casal usando vestimentas tradicionais. O homem veste um Hakama e a mulher um kimono furisode.




E aqui está um casal vestindo yukata, um tipo de kimono mais leve utilizado durante o verão.




Aqui podemos observar que o yukata é feito de tecidos mais leves e com menos camadas, diferente dos outros tipos de kimono.




O yukata masculino segue a mesma linha de leveza do feminino, mas possui cores mais sóbrias e menos estampas.



Aqui temos um exemplo de furisode, um tipo de kimono que possui mangas longas, cores vibrantes e estampas coloridas




Mais um exemplo de furisode. Este possui um padrão diferente de estampa que não ocupaa peça por completo, funcionando como uma decoração no tecido.




Este tipo de vestimenta de chama hakama, e é um traje mais sóbrio, utilizado em cerimônias e no passado pelos samurais.





Aqui temos um exemplo de hakama feminino.



Foto de samurai vestindo seu hakama.



Houmongi é um tipo de kimono mais sóbrio, geralmente em tons pasteis e com estampa apenas da parte superior da coxa para baixo e na parte dos ombros.



Aqui temos mais exemplos de houmongi.





Tsukesage é uma versão menos formal do houmongi.



Ele possui estampas mais simples e menores, e suas mangas são curtas.




Iromuji é um kimono de uma cor só. Ele é muito utilizado em cerimônias do chá.



Aqui temos um exemplo de iromuji em que o tecido forma padrões como se fosse uma estampa.



Aqui temos exemplos de iromuji feitos com um tecido liso.



Irotomesode é um kimono de mangas curtas colorido. Possui estampa da altura da coxa para baixo e é utilizado com um obi feito com tecido que possui detalhes em dourado.



Aqui temos mais um exemplo de irotomesode. Repare 

o tom de dourado do obi.



Juunihitoe é um kimono que possui 12 camadas. Cada camada é um kimono diferente com cores e estampas que possuem significados e podem ser combinadas para obter o efeito desejado no final.



Este kimono é utilizado em cerimônias da Família Imperial do Japão. Nesta foto podemos ver a Imperatriz Masako vestindo um juunihitoe na cerimônia de Entronização do Imperador Naruhito.



Komon é um kimono que possui estampas pequenas em seu tecido.


As estampas do komon podem ser florais como este exemplo:



E também podem ter mistura de flores e linhas em sua estampa.




Kurotomesode é um tipo de kimono preto com mangas curtas, estampado em sua parte inferior e com 5 kamon (escudos de família) bordados em se tecido.



O kurotomesode é o kimono mais formal para mulheres

 casadas.



Tomesode é um tipo de kimono com as mangas encurtadas. Ele é utilizado por mulheres casadas e representa a fidelidade ao marido. Antigamente as mangas dos kimonos eram cortadas após o casamento. O tomesode por ser preto (kurotomesode mostrado acima) ou em cores claras e sóbrias como os exemplos nesta foto.


Montsuki é o kimono formal utilizado por homens. Ele tem cores mais sóbrias escuras, e é muito utilizado em cerimônias.




Aqui temos um exemplo de montsuki com estampas em seu tecido.

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Qual tipo de kimono você mais gosta? Já teve a oportunidade de vestir um? Conte para nós aqui nos comentários! Até a próximaヽ(o^▽^o)ノ.




segunda-feira, 19 de julho de 2021

História do Kimono

 



No post de hoje nós vamos falar sobre a história do Kimono!

Como todos sabem, o kimono é a vestimenta tradicional do povo japonês, mas poucos conhecem sua história, então nós te convidamos para uma viagem no tempo para conhecer um pouco da história dessa vestimenta!

 

O Kimono, vestimenta típica do Japão como conhecemos hoje é algo bem recente e que passou por diversas mudanças, e a palavra kimono em si passou a ser designada para esse tipo de roupa tradicional japonesa apenas recentemente, depois da abertura do Japão para o Ocidente na Era Meiji e a entrada de trajes ocidentais no país. Antigamente, durante o Período Nara (710 a 794), os japoneses utilizavam roupas simples, com o intuito de proteger o corpo, e a palavra Kimono tinha o significado de vestimenta, podendo ser traduzida ao pé da letra como “coisa para vestir”. A partir da Era Heian (794 a 1192), as técnicas para produzir tecidos e roupas começaram a evoluir e o kimono começou a ter sua forma modificada, se aproximando do que conhecemos atualmente.

 

A seda utilizada para produzir os kimonos vinha da China, e era tecida em teares manuais de madeira de forma bem artesanal, trocando-se as cores dos fios a fim de produzir estampas no tecido. Esses tecidos feitos nesse tipo de tear facilitavam o trabalho dos produtores de kimonos, já que sua forma retangular simplificava o corte das peças para sua confecção.

 

O novo formato também facilitava seu uso e sua adaptação para as variações de temperatura, já que no Japão as estações do ano são bem definidas, ou seja, no verão é muito quente e no inverno é muito frio. Esse formato retangular permite que se use apenas uma camada de roupa no verão e que se adicione camadas conforme a temperatura vai caindo com a chegada do inverno.

 

Com o passar do tempo, a vestimenta foi evoluindo e o hábito de vestir kimonos com mais camadas foi se tornando popular e a combinação de cores se tornou uma parte importante na hora de se vestir, e é muito provável que foi a partir desta evolução da vestimenta e da moda que surgiram as combinações de cores tradicionais nos kimonos que vemos até hoje no Japão.

 

Durante as eras Kamakura (1192-1338) e Muromachi (1338-1573), se tornou comum o uso de cores muito chamativas e brilhantes entre homens e mulheres, e os guerreiros usavam roupas de cores que representavam seus líderes e se distinguiam do inimigo em campo de batalha.

 

Até a Era Edo, o Japão ainda estava sob um regime feudal, ou seja, o Imperador era apenas uma figura de poder mas este não era centralizado em suas mãos, sendo distribuído entre os clãs e o poder pertencia ao líder de cada um. Nesta era, o Clã Tokugawa era o mais poderoso no Japão e dividia seus guerreiros samurais de cada domínio pela cor e pela estampa da vestimenta, como uma espécie de uniforme. Nesta era se tornou comum a utilização de peças tecidas com linho entre os samurais e o kimono se tornou um item valioso devido ao tipo de confecção de tecido cada vez mais moderno e com alta qualidade, e assim a vestimenta também passou a ser considerada como arte.

 

Seguindo na linha do tempo, chegamos na Era Meiji (1868-1912), período em que o Japão abriu seus portos para o Ocidente e deixou seu sistema econômico feudal para entrar no sistema capitalista e acompanhar a economia industrial. Nesta época, a moda japonesa começou a sofrer influência da moda ocidental, e entraram peças como camisas, ternos, saias e calças. O Japão também começou a incentivas o uso dessas peças ocidentais por sua praticidade, principalmente no período de guerra. Inclusive o próprio Imperador Meiji utilizava trajes imperiais ocidentais. Durante e após a Segunda Guerra Mundial era possível ver a mistura de trajes ocidentais e japoneses pelas ruas das cidades japonesas.

 

E a moda continuou evoluindo cada vez mais rápido após a guerra, e os trajes ocidentais se tornaram algo cada vez mais comum entre os japoneses, mas isto não significa que o kimono foi deixado de lado. Atualmente a vestimenta tradicional é muito utilizada nos diversos festivais que acontecem no Japão, em festas tradicionais, casamentos, cerimônias da Família Imperial e inclusive na moda alternativa em Harajuku, com a mistura de elementos tradicionais com futuristas, e do ocidental com o japonês/oriental.

 


E assim foi a evolução do kimono, vestimenta que desperta muita admiração pela sua beleza e formas únicas. Gostaram? Então comente o que você achou, se gosta de kimono ou se conhece algum fato ou curiosidade que não falamos aqui.

Até a próxima!

 

 

Referências:

https://artsandculture.google.com/.../the.../bAKSIzW_YsXFJQ

https://www.japan-zone.com/culture/kimono.shtml

https://web-japan.org/kidsweb/virtual/kimono/kimono01.html

https://skdesu.com/roupas-tradicionais-japonesas-kimono.../

https://skdesu.com/montsuki-o-traje-tradicional-para-homens/

https://japan-forward.com/kimono-style-junihitoe-empress.../

http://www.culturajaponesa.com.br/index.php/diversos/kimono/

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Datas comemorativas do Japão

 


O Japão possui muitas datas comemorativas, algumas que podemos comparar com as do ocidente, como Ano Novo, Dia dos Namorados e Dia das Crianças, mas cada uma com um jeito japonês, e outras próprias da cultura do país, como a Golden Week e White Day.

Neste post vamos falar de algumas dessas datas comemorativas e das diferenças entre as comemorações do Japão e do Brasil.





Começando pela primeira data comemorativa do ano (depois do ano novo, pois vamos falar em um post diferente, junto com o Natal), o Dia da Maioridade, ou Seijin no Hi, comemorado na segunda segunda-feira do mês de janeiro. Neste dia se comemora a chegada aos 20 anos de idade, maioridade no Japão. Os jovens que completaram 20 anos usam roupas típicas, como o furisode (kimono de mangas longas) para mulheres e o hakama (kimono masculino) para os homens, embora muitos optem pelo uso de ternos ocidentais, e participam de cerimônias comemorativas. Pode ser comparado com as festas de debutantes aqui do Brasil em que as moças são apresentadas à sociedade e deixam a infância.

Em fevereiro, destacamos duas datas: o Dia da Fundação Nacional e o Dia dos Namorados. O Dia da Fundação Nacional, ou Kenkoku Kinenbi no Hi, é um dia voltado para o patriotismo, celebrando a fundação do Japão que, segundo registros históricos, se deu por volta de 660 a.C., quando o primeiro imperador japonês, Jinmu, também conhecido como Kigen-setsu, foi coroado. O dia determinado para essa comemoração é 11 de fevereiro e foi reconhecido como feriado no Período Meiji.





O Dia dos Namorados no Japão é comemorado em 14 de fevereiro, dia de São Valentim. Esta data foi introduzida no Japão em 1936 por uma fábrica de doces Desde então se tornou tradição neste dia que as mulheres entreguem doces, principalmente os feitos de chocolate, para seus namorados, para a pessoa que querem namorar ou para amigos. Neste dia apenas os homens recebem chocolates.


Em março, temos o Dia das Meninas, White Day e Dia do Equinócio de Primavera. No dia 3 se comemora o Dia das Meninas, ou Hina Matsuri, e é uma data festiva para comemorar o crescimento saudável e feliz das filhas. Neste dia é comum ver estrados de vários andares com bonecas, tradição que remonta desde a Era Heian, quando as famílias nobres japonesas faziam bonecas para depositar nos rios e mares e pedir que levassem consigo todas as doenças que pudessem atingir as meninas.




No dia 14, é comemorado o White Day, feriado que foi criado graças ao marketing. Neste dia, exatamente um mês após o dia dos namorados, os homens presenteiam as mulheres com chocolates como forma de retribuir o que receberam de dia dos namorados, dando chocolates para suas namoradas, colegas ou para aquelas que não tiveram coragem de entregar os doces no dia 14 de fevereiro.

Em 21 de março comemora-se o Dia do Equinócio de Primavera., feriado nacional do Japão desde 1948. Também conhecido como Haru no Higan, este dia está ligado à crença budista em que, quando o dia e a noite são iguais, Buda vem até a Terra para salvar as almas que vagam perdidas e conduzi-las ao Nirvana.




Em abril, logo no começo do mês, há o período do Hanami, ou seja, época de floração das cerejeiras. Nessa época, é comum as famílias ou grupos de amigos se reunirem em parques nos finais de semana para fazer piquenique e apreciar a bela vista que as cerejeiras produzem com suas flores. Em 8 de abril é comemorado o aniversário de Buda (hana matsuri).


No final do mês, mais especificamente no dia 29, se comemora o Aniversario do Imperador Showa e também se inicia a Golden Week. O Aniversário do Imperador Showa se tornou uma data mais para reflexão do que comemoração, pois neste dia os japoneses refletem sobre os acontecimentos do reinado do Imperador Hirohito (Showa) e sobre os aprendizados que tiraram deste período (entre 1926 e 1989, ou seja, iniciado após a Primeira Guerra Mundial e passando pela Segunda Guerra, período que mostrou a força do povo japonês, já que o país precisou se reerguer após a Segunda Guerra Mundial e se tornou uma potência mundial).




A Golden Week é uma semana de feriados que se estende de 29 de abril até 5 de maio. Este é o feriado mais esperado pelos japoneses e, por este motivo, há aglomeração de pessoas tanto nas cidades quanto em hotéis, aeroportos e trens, já que muitos tiram essa semana para viajar.  Os feriados da Golden Week são: Dia do Imperador Showa, Dia da Constituição, Dia do Verde e Dia das Crianças.

O Dia do Imperador Showa, ou Showa no Hi, é o dia do Aniversário do Imperador Showa, ou Hirohito, como foi mencionado anteriormente, comemorado em 29 de Abril, dando início à Golden Week.

O Dia da Constituição, ou Kenpo Kinenbi, comemora a data em que a Nova Constituição entrou em vigor, em 3 de Maio de 1947, pós-guerra, substituindo o antigo Estatuto do Período Meiji de 1889. Com a Nova Constituição, o sistema político do Japão passou a se basear na Democracia Constitucional, com separação dos poderes em Legislativo, Executivo e Judiciário, a função do Imperador passou a ser simbólica, sendo o poder de governar passado para o Primeiro Ministro. Também se tornou proibido o Japão ter treinamento militar em um exército e liderar uma guerra, a não ser em um caso de autodefesa.

No dia 4 se comemora do Dia do Verde, ou Midori no Hi. Este é um feriado que teve sua data modificada: antes era comemorado junto com o Aniversário do Imperador Showa, pois este tinha grande apreço pela natureza. O Dia do Verde foi comemorado em 29 de abril apenas entre 1989 a 2006, depois passou a ser comemorado no dia 4 de maio para que a Golden Week se tornasse uma semana de feriados contínuos. Neste dia os japoneses aproveitam para relaxar ao ar livre ou participar de eventos dedicados ao Midori no Hi.



O último feriado da Golden Week é o Dia das Crianças, ou Kodomo no Hi. Este é um feriado que sofreu modificação ao longo do tempo. Antigamente, o Dia das Crianças era conhecido como Dia dos Meninos, ou Tango no Sekku, realizado para pedir o crescimento saudável apenas dos filhos do sexo masculino, e se tornou o Dia das Crianças após a Segunda Guerra Mundial. Neste dia é comum ver bandeiras em forma de carpa (koi) penduradas pelas ruas do Japão, representando as carpas que nadam subindo a correnteza dos rios para se tornarem dragões, ou seja, simbolizando o crescimento saudável de todas as crianças e desejando sorte para a vida adulta.

O mês de junho não possui feriados no Japão. Nesse mês ocorre a estação chuvosa do Japão e também é conhecido por ser época de casamentos.

No mês de julho acontece o Festival das Estrelas, ou Tanabata Matsuri. Segundo a lenda, a Princesa Tecelã Orihime, representada pela estrela Vega foi separada de seu amante, o pastor Hikoboshi ou Tengyu, representado pela estrela Altair, condenados a morar em lados opostos da Via Láctea, e apenas no dia 7 de julho eles podem ficar juntos, mas com uma condição: atender a todos os pedidos enviados da Terra. Por este motivo, é muito comum ver vários pedidos pendurados em ramos de bambu para eles, há fogos de artifício, barracas de comida em festivais e os japoneses costumam vestir Yukatas (quimonos de verão). No final da festa, os pedidos são queimados para que cheguem ao céu e que as estrelas possam realizar os desejos.



Também em julho se comemora o Dia do Mar, ou Umi no Hi. Como todos sabem, o Japão é um país formado por um conjunto de ilhas cercado por mar, logo este possui uma grande importância para o desenvolvimento econômico do país, além de ser uma grande fonte de alimentos. Inicialmente, o dia do mar era comemorado em 20 de julho, data estabelecida em o1941, correspondente ao dia em que o Imperador Meiji desembarcou do navio Meiji Maru em Yokohama, mas a partir de 2003 teve seu dia alterado para a terceira segunda-feira do mês de julho, graças ao sistema Happy Monday, em que se altera a data dos feriados para caírem nas segundas-feiras, prolongando o final de semana e evitando a interrupção da semana de trabalho. No Dia do Mar, os japoneses agradecem pelas bênçãos vindas do oceano, como por exemplo alimentação, e comemoram em festivais e eventos nas praias com direito a passeios de barco e muitas refeições com frutos do mar.

O Festival Obon acontece em agosto e é uma comemoração para relembrar os ancestrais e celebrar sua vinda à terra, e tem a duração de 3 dias, de 15 de agosto, verão no Japão. Neste festival, as famílias fazem homenagens aos mortos em altares em casa acendendo o fogo sagrado (ou colocando lanternas) em frente às residências, margens de rios e nas praias para receber e guiar as almas dos antepassados. Os japoneses também dançam o Bom Odori, que é uma dança alegre com músicas típicas que tem base em um sutra budista chamado Urabon-kyo.

 


Segundo o sutra, um discípulo de Buda chamado Mokuren (ou Mokuen), havia perdido sua mãe, falecida recentemente. Como ele tinha o dom de visualizar outras dimensões com seu espírito, resolveu procurar sua mãe para ver se ela estava bem, e ficou triste pois viu o espírito dela sofrendo na dimensão dos demônios famintos, ou Gaki, similar ao que seria o inferno. Quem cai nessa dimensão sofre de sede e fome eternas. Na tentativa de ajudar sua mãe, Mokuren levou comida para ela, mas toda vez que a comida tocava a sua boca, ela se transformava em chamas. Preocupado e sem saber o que fazer, ele foi pedir ajuda a Buda que, ao ouvir suas preces, orientou Mokuren a enclausurar todos os monges da região para que esses não pisassem em flores nem em pequenos insetos durante algum tempo.

 

Então Mokuren seguiu as ordens de Buda e preparou um farto banquete, chamando os monges e dizendo-lhes que seria para homenagear a alma de sua mãe. Os monges ficaram tão encantados e deliciados com o banquete que se esqueceram de sair, comendo, bebendo e dançando de alegria. No final do dia, Mokuren mais uma vez viajou através das dimensões e viu que sua mãe havia saído do Gaki e estava leve, flutuando, pois estava transformada em um ser do plano espiritual, equivalente ao paraíso. Neste momento, a alegria de Mokuren foi tanta que ele começou a dançar, e os passos da dança são os do Bom Odori da atualidade. O banquete teria sido servido no dia 15 de agosto, por este motivo esta data se tornou o início do festival Obon.

 


No final do festival, os japoneses colocam as lanternas nos rios e no mar para guiar os espíritos de volta ao plano espiritual. Curiosidade: no dia 15 de agosto de 1945, o Imperador Hirohito anunciou a rendição do Japão e fim da Segunda Guerra Mundial. A partir de então, o dia 15 de agosto é considerado um dia de reflexão, tanto sobre os males causados pela guerra quanto pelo Obon e celebração dos antepassados em si, muitos deles, inclusive, que morreram durante a Segunda Guerra Mundial.

Em setembro podemos destacar 3 comemorações: o Dia de Respeito aos Idosos, o Dia do Equinócio de Outono e o Otsukimi.

O Dia de respeito pelos idosos (Keirou no Hi), acontece na terceira segunda-feira de setembro e é uma data comemorativa exclusiva do Japão. Este dia, criado em 1947, é dedicado aos idosos, sendo uma data para visitar os parentes que já estão na terceira idade e prestar homenagens a eles. Inicialmente, o dia de respeito pelos idosos era comemorado em 15 de setembro, mas por causa do sistema Happy Monday, passou a ser comemorada na terceira segunda-feira do mês. No Japão, a celebração do aniversário de 60 anos de idade é muito importante, pois significa que a pessoa completou o ciclo zodiacal e voltou ao signo de seu nascimento. Há o costume de presentear quem completa 60 anos com algo vermelho, simbolizando proteção

O equinócio de outono, ou shuubun no hi, é comemorado entre os dias 22 e 23 de setembro, marcando o início do outono. Os japoneses comemoram esta data pois é no outono que as temperaturas ficam mais amenas e o clima se torna bem mais confortável do que o calor do verão. Neste dia os japoneses visitam os túmulos de seus parentes falecidos, fazem a limpeza do local e colocam flores como oferenda. Também fazem oferendas de flores e comida nos templos e em casa. Os equinócios dão conhecidos como Higan (a outra margem) e são dias em que Buda vem salvar as almas que vagam pela Terra e leva-las ao Nirvana.

No fim do mês, os japoneses apreciam a lua cheia durante o otsukimi. Nesta época, a lua se destaca muito no céu e, por este motivo, os japoneses costumam apreciá-la e fazer oferendas pois, antigamente, esse hábito pertencia os camponeses que faziam oferendas para agradecer às boas colheitas. A família imperial também comemorava o otsukimi, apreciando a lua e cantando ao som de instrumentos tradicionais como o koto. O símbolo desse festival é o coelho, já que é possível observar durante a lua cheia de outono uma forma parecida com a do animal em sua superfície (é como a imagem de São Jorge vista na lua aqui do Brasil).

 


Também existe uma lenda budista que sobre um monge que pediu alimento para 4 animais: um macaco, uma lontra, um chacal e um coelho. Todos conseguiram levar alimentos para ele, menos o coelho, já que as ervas que ele estava acostumado a comer fariam mal para o monge. Por este motivo, o coelho se ofereceu em sacrifício para alimentar o monge e se jogou na fogueira, mas o seu corpo não queimou, já que o monge na verdade era uma divindade chamada Sakra. Comovido pelo sacrifício do coelho, o monge resolveu desenhá-lo na lua como uma homenagem. Curiosidade: no anime Sailor Moon, a protagonista se chama Usagi Tsukino, sendo uma referência a esse coelho da lua e trocadilho com o nome tsuki no usagi.



Em outubro se comemora o Dia dos Esportes e Saúde, ou Taikiku no hi, na segunda segunda-feira de outubro. O dia dos Esportes e Saúde é um feriado nacional e tem como objetivo incentivar as pessoas a praticarem esportes e cuidarem da saúde, tanto física quanto mental. É celebrado desde 1966, comemorando também a data da abertura dos Jogos Olímpicos de Verão em Tóquio, que ocorreu em 1964. No Dia dos Esportes é muito comum ver os japoneses participando de Undoukais, que são gincanas esportivas em que os participante se dividem em dois times, vermelho e branco, e praticam várias atividades como corridas com revezamento e/ou com obstáculos, cabo de guerra, basebol, gerando interação entre pais e filhos e entre os participantes de modo geral. Também é comum ver muitas tendas fazendo alguns exames médicos neste dia.




Curiosidade: o mês de outubro é chamado de Kamiarizuki, ou seja, Mês com Deuses em Izumo e Kaminazuki ou Kannazuki, ou seja, Mês sem Deuses, no restante do Japão. Segundo a tradição xintoísta, durante o mês de outubro, os 8 milhões de deuses que existem na religião saem de seus templos e vão para o santuário Izumo Taisha (um dos mais antigos do Japão), reunindo-se para decidirem sobre os eventos do ano seguinte. Os meses também possuíam nomes diferentes no passado, mais precisamente na era Heian (entre 794 e 1185). Atualmente os meses possuem o nome do número que representam, sendo janeiro ichigatsu (mês 1), fevereiro nigatsu (mês dois), março sangatsu (mês três), e assim por diante. Na Era Heian, os nomes dos meses eram:

– Mutsuki (janeiro)= mês da harmonia
– Kisaragi (fevereiro) = mês de vestir roupas extras (é inverno no Japão)
– Yayoi (março) = mês do crescimento, renovação
– Uzuki (abril) = mês da unohana (flor comum no Oriente)
– Satsuki (maio) = mês de plantar arroz
– Minazuki (junho) = mês sem água (curiosamente, junho é um dos meses em que mais chove no Japão)
– Fumizuki (julho) = mês das letras, da literatura
– Hazuki (agosto) = mês das folhas
– Nagazuki (setembro) = mês longo, da lua cheia
– Kannazuki (outubro) = mês sem deuses. Se estiver próximo do santuário Izumo Taisha, o nome do mês é Kamiarizuki, que significa “mês com deuses”,como foi dito anteriormente

– Shimotsuki (novembro) = mês do frio (início do inverno no Japão)
– Shiwasu (dezembro) = mês dos monges correndo. No fim do ano, os monges estavam ocupados com os preparativos do Ano Novo

 

Em novembro podemos destacar o Dia da Cultura e o Shichi-go-san. O Dia da Cultura, ou Bunka no hi, é comemorado no dia 3 de novembro com festivais por todo o Japão e cerimônias com premiações de atividades culturais, sejam elas nas artes ou pesquisas acadêmicas. Inicialmente, o Dia da Cultura era comemorado como aniversário do Imperador Meiji, que era o líder do Japão quando o país se abriu para o ocidente e começou a modernizar-se. Também foi responsável pela Restauração Meiji, ou seja, além da abertura para o ocidente e entrada da indústria no Japão, também houve a mudança no centro do poder, passando dos Xoguns (líderes militares) para a Família Imperial.


Outra característica da Restauração foi a padronização do idioma japonês em todo o país e reformulação do ensino. Somente em 1946 que este dia passou a ser comemorado como o Dia da Cultura, com os festivais e premiações citados anteriormente, incluindo um prêmio  muito importante chamado Ordem da Cultura, entregue pelo próprio Imperador no Palácio Imperial em Tóquio, e esta premiação não se limita apenas a japoneses; ou seja, pessoas de qualquer nacionalidade podem receber este prêmio.

No dia 15 se comemora o Shichi go san, ou na tradução livre, sete cinco três. Neste dia as pessoas vão aos templos para desejarem um crescimento saudável para meninas de 7 anos, meninos de 5 anos e crianças de 3 anos (7 – 5 – 3). Neste dia as crianças vestem roupas tradicionais, sendo 2 tipos de kiimono para as meninas, o sansai furisode para meninas de 3 anos, o nana sai furisode para meninas de 7 anos e o hakama para meninos de 3 e 5 anos.

 


O Shichi go san remonta desde o período Heian (794 – 1185 d.C.), quando a nobreza realizava rituais e festas pedindo pelo crescimento saudável dos filhos e, com o passar do tempo, a comemoração foi se estendendo aos samurais e, na Era Meiji, toda a população japonesa poderia participar e desejar um crescimento saudável para suas crianças. As idades de 7, 5 e 3 anos foram escolhidas pela crença que esses números trazem sorte, inclusive muitas crianças eram registradas com 3 ou 5 anos de idade para unir seu registro à sorte. Com 7 anos a criança estaria na transição da infância para a fase juvenil.

Curosidades: No Japão existem idades e dias considerados de boa ou má sorte. No caso das idades, os japoneses acreditam que são aniversários que devem ser comemorados para afastar o azar

O dia 3 de novembro é feriado no Japão para celebrar o Dia da Cultura (文化の日 Bunka no Hi). A data é comemorada por todo o território japonês com festividades e cerimônias de premiação que promovem as artes e as atividades acadêmicas (desde a escola primária até universidades, com o reconhecimento dos melhores alunos e de novos projetos e pesquisas).



Neste dia, as escolas abrem as portas (mas não para as aulas). As salas se transformam em palcos para apresentações de bandas, espaço para restaurantes ou cafés ou hobbies diversos.

 

Gostou desse post? Tem alguma data comemorativa que você conhece e não está aí? Vem falar para a gente o que você achou do post nos comentários do blog! Até a próxima ^^


Referências:

https://www.japaoculturaeturismo.com/2010/11/dia-da-cultura.html

https://www.japaoemfoco.com/valentine%c2%b4s-day-no-japao/

https://mundo-nipo.com/cultura-japonesa/datas-festivas/

https://coisasdojapao.com/2017/04/golden-week-a-temporada-de-feriados-mais-esperada-pelos-japoneses/

https://www.bradesconikkei.com.br/html/nikkei/noticias/datas-comemorativas.shtm

https://gogonihon.com/pt/blog/calendario-de-feriados-no-japao/

https://www.japaoemfoco.com/datas-comemorativas-no-japao/

https://kabukigirlblog.com/2015/02/19/seijin-no-hi-coming-of-age-day/